Se chegou até aqui não se acanhe, vá no http://www.semipronta.com.br/ e confira…
[Relutei muito pra concluir esse post...]
Venho através deste para informá-los que só voltarei de casa nova. Portanto, não postarei até lá! Pode demorar um dia ou um ano. Mas aproveitarei para pensar em algumas coisas que andam confusas há muito tempo na minha cabeça. E juro! Juro que pelo menos uma coisa terei que decidir!!! Cansei do “ôba! vamos empurrar tudo com a barriga e esquecer as pendências!”, já chega!!!
Na minha vida existe uma imensa bola de neve prestes a desabar na confortável casinha da montanha, quentinha, gostosa, aconchegante… Ou eu continuo curtindo o calor da lareira e mais na frente sou afundada pela neve, ou dou um jeito de destruí-la antes de chegar… e tá bom, é um saco, lá fora tá frio e é possível que eu congele e acabe morrendo mesmo…
E a menina legal, de sorriso constante no rosto, tá lutando pra não desabar. A vida me testou em situações tão quão difíceis, mas tá foda segurar… “Puta que pariu!” num suspiro longo… sem intenção de procurar ar, mas sim paciência de encarar as frustrações do mundo. Mas nesse momento me encontro numa inércia que nunca me vi antes. Porra eu era tão inquieta, corria atrás de constantes mudanças… hj só consigo mudar de cabelo como mudo de roupa pra disfarçar a emergente necessidade de mudar tudo aqui dentro!!!
Por que não virar hippie e vender artesanato na praia?
Por que não seguir carreira de modelo e viajar pra Tóquio?
Por que não virar atriz e trabalhar em Malhação, como a menina boazinha/pobre que veio do interior e foi estudar no colégio de rico (sendo bolsista lógico!) e que se apaixona, que é humilhada, que dá a volta por cima e acaba virando a heroína dos adolescentes sem merda nenhuma na cabeça?
Por que não virar astronauta e me picar de uma vez pro mundo da lua?
Por que não virar poeta, escritora famosa, bem cotada, homenageada… e que no fundo da intimidade ser alcoólatra, drogada e solitária?
Preciso de movimento, de vida, de falta de ar, de suspiro, de suor… De trabalho… cansei de ser empregada, quero trabalho!
Aduro!
Não sou de ficar chorando pelos cantos e nem pelo leite derramado. Mas esta semana (de sexta pra cá) as coisas estão acontecendo para testar minha fé e minha resignação! Expectativas destruídas!!! Ficar esperando por coisas que não irão acontecer!!! E aí eu tenho que começar do zero, almejar novas metas… esperar pelo “tudo de novo” (outra vez). Minha caixinha de sonhos ainda está cheia, e é nela que terei que me apoiar. É debruçar sobre ela e procurar de um em um, sem esforço, sem agonia, sem pressa…
Minha vida está apenas começando…
Ando meio sumida, isto é fato!
Mas esse final de ano vai ser assim mesmo. Muito trabalho e conclusão de curso! Tou sem tempo pra nada, não sei nem quem sou mais… rs
Nunca tive tanta vontade de acabar com meu curso. Era algo que impusionava meu dia-a-dia, mas hoje eu tou tão cansada de tudo… Enfim… Pelo menos pra minha formatura eu tou empolgada, já tirei fotos pro convite, no estúdio (onde me esbaldei nos clicks e me diverti quando o fotógrafo achou que eu era modelo) e na escadaria da Igreja da Palma, no Pelô. Foi 10!!! Minha galera é super animada!!! Já o Projeto foi distribuído as áreas e fiquei com Mídia, bem o que eu queria. Meu subgrupo é tranquilo, (graças!) e tou muito satisfeita com eles. As coisas fluem perfeitamente e fico aliviada por ter feito a escolha certa. O trabalho está surgindo e sei que tenho muita coisa ainda pra fazer, muitas tabelas, contas, e noites sem dormir, mas quando isso é feito por uma equipe equilibrada é massa!
O jeito é esperar que as coisas corram! E que 10/12 chegue logo! E vcs estão convidados a nos ver na banca, apresentando o tão falado Projeto!
E vou parar de falar de assunto chato…
Apesar de que, além de tudo o que contei pra vcs, não consigo parar de pensar em política! E esse inferno termina domingo… por enquanto. Até lá é torcer, rezar, fazer promessa, tudo o que tiver ao meu alcance! Ser partidária é difícil, desgasta! Mas quando é com verdade, quando é algo que vc acredita, não tem jeito. E ainda quero saber quem me influenciou a me interessar tanto por política…
Acho que vou me despedir e prometo que na próxima vez venho mais interessante!!! Será que consigo?
Só não vai quem já morreu!!!
Aqui em Salvador, de 21 a 23 de novembro, no campus da Faculdade 2 de julho, acontecerá o graaaaaaaaaaande Blogcamp BA!
Quer saber o que é que a Bahia tem?
Corra e inscreva-se!!!
…o tempo, o telefonema, o carinho de uma amizade, o calor brando da manhã, o frio meigo da madrugada, a censura, à vontade, o resgate, a boa comida, um intenso abraço, o rosto leve, a saudade resignada…
E nas páginas de vida jogada fora, entre noites mal dormidas e desamores, no meio de um atordoado e emaranhado tormento solitário e desalento grupal, me encontro num cruel pretexto de sustentar meus vícios, minhas curas, minhas dores e minhas vontades, estas já extintas desde o tempo em que, com posse dos meus melhores tesouros, desfrutava as delícias de uma existência mais bela que a loucura cega!
Versão da dança do quadrado!
Podem rir galera!!!
Presente para sexta-feira:
No meu caso sim!
Nem tudo é tão mal. Esses momentos de tristeza aproveito as levas de inspiração e crio. Tudo bem que sempre vem textos complexos e bastante melancólicos. Mas como diz sabiamente Vínicius de Moraes: “…pra fazer um samba com beleza / É preciso um bocado de tristeza / É preciso um bocado de tristeza…”.
Tristeza não combina comigo, é o que dizem… Mas podem se decepcionar, não sou forte. Nem um pouco! E isso me dá o direito de me magoar profundamente, de querer morrer às vezes, de não ter vontade de sair debaixo dos lençois, nem de comer, de chorar diariamente trocentas vezes…
E pra ilustrar o que quero dizer, deixo com vocês um fruto do meu estado hoje:
E se partisse para um lago sem fundo.
E neste lago encontrasse alguma doce criatura,
de mãos prestes a me ajudar a mergulhar…?
Não hesitaria, de forma alguma.
Porque nessa terra de gente sofrida,
onde nenhum ser consegue ser feliz.
Pra quê oxigênio se não temos vida?
E de nada adianta meus prantos,
e nada cura, feridas abertas…
Naquele lago eu vejo acalanto,
E a criatura bela a me chamar.
Vou despida de orgulho,
esse aqui que só me deu tristeza.
Levarei a esperança,
essa nunca é demais.
Mas a cólera não me deixa ir,
junto com a dor me prendem em seus braços
E aquela criatura, face preocupante
Reza para que eu seja mais forte
Quero me afogar, me deixem!
Até o ultimo fôlego quero perder
Mas eles avançam e tonteiam
E o lago seca ao me ver.
Tem horas que o problema bate algumas vezes na sua porta. De início é uma batida discreta, quase um arranhãozinho. E você não se incomoda muito, “depois atendo”, você pensa… Depois o problema, impaciente, começa a bater mais forte. E você começa a ficar irritado, mau humorado, “que saco de problema insistente!”. Mas mesmo assim você não atende. Preguiça ou medo do que virá? Talvez os dois… quem sabe??? Mas na etapa mais crítica da coisa, quando o problema surra tão forte que seus ouvidos não aguentam, que você se sente acuado a tomar alguma decisão, “putaquepariu, vou ter que abrir essa maldita porta”! Mas até lá você imagina mil coisas… será que ao abrir o problema vai dar um ponta pé na minha barriga? Ou será que ele vai gritar tanto que ficarei surdo??? E esses questionamentos te travam, te assustam, te amedrontam… E angustiado de tanta ansiedade você abre a porta. O coração palpita, o rosto fica quente, a barriga dá voltas… e quando você encara o problema de frente… hahahah, não era nada demais. O problema só queria usar seu banheiro por causa de uma diarréia à toa. Aí você descobre que “tá tudo numa boa” porque você tem privada, àgua e papel higiênico, espera o problema descarregar todas aquelas fezes horrendas e limpa a bunda dele. Simples assim!!! Talvez se você tivesse aberto a porta antes, o problema não sujaria tanto seu banheiro de cocô e um Buscopan resolveria. Mas tá de boa. Tudo passou!!!
Preciso ter mais coragem para resolver meus problemas sem aquelas angustias e ansiedades desnecessárias. Desde pequena os meus íntimos me diziam que eu era madura demais pra idade. Mas na verdade creio que o que enxergavam era uma capa que eu fazia um esforço danado em construir. Menina criada sem pai por muitos anos, menina humilde que teve que sempre se virar em 100 pra manter o equilibrio, menina estudiosa e bem criada doida de vontade de agradar a mãe que já comia o pão que o diabo amassou. Nessa história toda essa menina teve que mascarar as emoções, as vontades e os anseios. E num momento onde as coisas meio que se estabilizaram e essa menina teve que realmente assumir a personagem tantos anos contracenado por ela, putz! Bem na hora da verdade, ela titubeia… Ahhh Lorena, tá na hora de resolver as coisas de cara limpa!!! Até mesmo porque a mascara já caiu há muito tempo e agora você está nua.
E depois de duas questões resolvidas, a cara na tela do computador, me sentindo a idiota mais felizarda da humanidade, num laboratório da faculdade, ouvindo um discurso de um louco da Chapa 2, “unidos pelo não sei lá o que” e entre hipocrisias e promessas gritadas… me sinto aliviada. E ansiosa por um mundo real…
Algum dia vou sair andando
E serei livre
E deixarei as pessoas estéreis
Com sua segura esterilidade
Partirei sem deixar o novo endereço
E atravessarei alguma selva desolada
Na qual deixarei ficar o mundo
Depois sairei andando livre de cuidados
Como um atlas desempregado
James Kavanaugh, Will you bemy friend?
E se me encontrarem no meio do caminho, me lembre quem são…



