Semana passada saí do trabalho e fui pra Faculdade, reunião de projeto.

Dia comum, cansativo, daqueles dias que não dá vontade de ir nem pro trabalho, quanto mais pra Facul a noite!

Eis que entro no ônibus e puta que pariu! só tinha um lugarzinho no fundo e odeio detestar (?) alguma coisa, mas fundo de ônibus onde vc leva toda a rebarbada  de sacolejos, meios-fios e perigo constante é foda, mas tudo bem, pior é ficar em pé, deixando aqueles ícones tarados-aproveitadores-de-fundo-de-ônibus-lotado encostar naquilo que mamãe passou talquinho com tanto amor e carinho.

Bendito fundo de ônibus!

Sento-me no banco e qd prestes a pegar meu mp4 salvador de ócio “buzonal”, ouço alguém ligando algo que imaginei ser um radinho de pilha. A-do-ro (aff) essas pessoas que compartilham seus gostos musicais com o restante da galera do buzú. Mas novamente sendo surpreendida começa a tocar Bob Marley (Three little birds). Olho para trás e vejo um exímio representante do reggae: um senhor negro; rasta; vestindo verde, amarelo e vermelho da cabeça aos pés. Olhar perdido, rosto bonito marcado pela sua longa experiência, emanava paz. Aquela música acalmou meu corpo, relaxou minha alma, alegrou minha noite. Não só pela música em si. Comecei a reparar nas pessoas, todas comungavam aquela energia, os pés acompanhavam as batidas, as bocas arriscavam algumas palavras num inglês desconhecido… mas a alegria pairava ali.

Reggae, originado da Jamaica, é um estilo musical muito adotado aqui na Bahia, acredito que além do ritmo, pela associação do movimento rastafari, a crítica social acentuada pela exploração e desigualdade que sofriam (?) os negros, pobres e afins. O mais brilhante e mágico nessa história são as letras motivadoras, otimistas, com um toque muito substancial de fé em Jah, no divino, no superior…

Na minha opinião, são exemplos de como levar a vida, sem fechar os olhos para a parte podre do sistema, mas aí tá a diferença, com esperança e certeza que disseminando a paz e o amor ao próximo e ao divino, essa parada pode mudar!

No vídeo, a música em questão. Como baiana arretada que sou, a voz é do nosso Ministro da cultura!

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