No meu caso sim!

Nem tudo é tão mal. Esses momentos de tristeza aproveito as levas de inspiração e crio. Tudo bem que sempre vem textos complexos e bastante melancólicos. Mas como diz sabiamente Vínicius de Moraes: “…pra fazer um samba com beleza / É preciso um bocado de tristeza / É preciso um bocado de tristeza…”.

Tristeza não combina comigo, é o que dizem… Mas podem se decepcionar, não sou forte. Nem um pouco! E isso me dá o direito de me magoar profundamente, de querer morrer às vezes, de não ter vontade de sair debaixo dos lençois, nem de comer, de chorar diariamente trocentas vezes…

E pra ilustrar o que quero dizer, deixo com vocês um fruto do meu estado hoje:

E se partisse para um lago sem fundo.

E neste lago encontrasse alguma doce criatura,

de mãos prestes a me ajudar a mergulhar…?

Não hesitaria, de forma alguma.

Porque nessa terra de gente sofrida,

onde nenhum ser consegue ser feliz.

Pra quê oxigênio se não temos vida?

E de nada adianta meus prantos,

e nada cura, feridas abertas…

Naquele lago eu vejo acalanto,

E a criatura bela a me chamar.

Vou despida de orgulho,

esse aqui que só me deu tristeza.

Levarei a esperança,

essa nunca é demais.

Mas a cólera não me deixa ir,

junto com a dor me prendem em seus braços

E aquela criatura, face preocupante

Reza para que eu seja mais forte

Quero me afogar, me deixem!

Até o ultimo fôlego quero perder

Mas eles avançam e tonteiam

E o lago seca ao me ver.

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