titulo original: (Die Weisse Massai)
lançamento: 2005 (Alemanha)
direção: Hermine Huntgeburth
atores: Nina Hoss , Jacky Ido , Katja Flint , Antonio Prester , Janek Rieke
duração: 131 min
gênero: Drama

O filme fala de uma história de amor entre uma garota Suíça e um guerreiro africano. É uma adaptação do livro autobiográfico de Corine Hofmann. De produção alemã, o filme acabou de entrar na minha lista dos “Mais mais”.

É um daqueles filmes que te encantam não só pelo romance verídico, mas também pela riqueza do cenário e pela cultura queniana, da tribo, e os percalços de se viver numa região tão rica (culturalmente) e ao mesmo tempo tão pobre e atrasada (na visão Ocidental).

Carola é além de bela, culta e bem sucedida. Quando viaja para Quênia decide abandonar o noivo para se unir com um guerreiro Massai. Lá ela se sujeita a todo o tipo de sacrifícios, doenças e preconceitos.

O impasse é: Será possível sustentar um amor entre culturas tão diversas?

O filme segue de forma simples, mas cativante. O expectador levanta questões relevantes como a que citei acima. A história é fascinante e desperta interesse até a última cena.

Carola é admirável. Forte, densa, corajosa e espetacular. Se mantém firme até a última gota.

É um filme obrigatório!

Depois dele, correrei para conferir o livro.

Até onde você vai por amor?

Esta história nos faz ter sentimentos controversos. Ora desperta admiração pela “heroína”, ora nos faz ter pena das condições absurdamente contrárias à nossa cultura civilizada, ora nos faz odiar Lemalian (o guerreiro) pelo machismo e ciúmes inexplicáveis (aos nossos olhos), ora nos faz entender que não há nada o que entender, ele e ela são pessoas criadas sob experiências totalmente diferentes o que não garante mocinho ou vilão, em tese.

Apesar do extremismo, podemos comparar este romance aos que vimos e vivemos pelo mundo afora. Carola se apaixonou perdidamente, tão perdidamente, que ao largar tudo por amor, não pensou nas conseqüências que apareceriam ao tomar esta atitude. A gente torce pelo final “feliz”, mas também não pensamos que feliz seria se ela aceitasse essas diferenças e entendesse que nada faria mudar aquele cenário. A gente se entrega a uma paixão visivelmente suicida no intuito de fazer milagres. Há sacrifícios que precisamos fazer para selar um bom relacionamento. Mas passar por cima das suas crenças e ideologias, é tão inverossímil quanto aceitar ser testemunha de uma prática terrível e desumana da clitorectomia nas garotas que atingem os 15 anos de idade na tribo Massai, por exemplo.

Entenda, teoricamente acho bonito o amor impossível ou sacrificioso. Acho bonito apenas em literaturas ou filmes românticos, porque na realidade, essas experiências só fazem sofrer, como consta neste filme em questão, já que é baseado em fatos reais e o romance não tem final feliz.

Pra mim o amor tem que ser fácil. A gente se aproxima do outro para ser feliz. E seguir a vida de uma forma mais leve. Se começa a subtrair ao invés de somar, acho sinceramente, que não existe mais sentido. Amor que destrói, que arrasa, que faz botar as víceras de fora, eu dispenso. Na verdade eu nem acredito que isso seja realmente amor, apesar de não saber definí-lo.

Não acho que as pessoas sejam descartáveis e nem acho que tudo precisa ser um mar de rosas. Só quero dizer que um relacionamento precisa te trazer mais benefícios que malefícios… Mas prós que contras, entendem?

Acho bacana o romantismo, acho legal acreditar no amor eterno, acho bonito ver casais unidos, se amando, e até creio em histórias lindas como conto de fadas. Só não acho que sofrer até a última gota justifique. Sou a favor da felicidade e sinceramente prefiro me livrar de tudo que negue isso.

Anúncios