Antes eu sentia e vivia algo muito diferente do que vivo hoje.

Eu procurava agradar os outros mais que a mim, às vezes me anulava pra não ouvir críticas, e quando elas surgiam eu me sentia a pior das criaturas. Eu fazia muitas coisas que não queria, e não sabia dizer não. Mas dizer sim pros outros, era dizer não pra mim.

Aí antes de eu vim pro Rio, muitas coisas ficaram confusas e embaralhadas. Eu não tive o apoio que precisei, eu também errei um bocado, e alguns que eu garantia que estariam até o fim, me surpreenderam com uma bela virada de costas.


Ninguém tem obrigação com ninguém. Eu até achava que tinha. Até quando fiquei aqui nos primeiros meses, sofri com algumas posturas, posturas sem explicações ou direito de minhas explicações. Depois caí em mim. Fica quem quer ficar. Amizade é gratuita. Apreço também. E aí que percebi que quantidade não compensa qualidade.


Eu achava que tinha muitos amigos. E hoje eu sei que tenho bons e leais.

Hoje eu falo o que penso. E digo muitos nãos. Eu consigo ser eu mesma. Não estou nem aí pras críticas, e quando elas vem, eu sinto que vem com amor e respeito.

Eu acho que mudei. Não, eu tenho certeza que mudei! Não culpo ninguém, e nem julgo. Não tenho mágoa, pelo contrário, sou grata.

Eu sinto a presença dos meus amigos. Posso ficar dias sem falar com alguns deles. Mas vivo situações sérias e importantes e sinto cada um do meu lado. E quando ligo, procuro, eles não me condenam. Eles me recebem de braços abertos. Como se tivesse sido ontem a última vez.


E hoje vocês não têm noção o quanto sou feliz e realizada. Continuo tendo meus tropeços e minha personalidade continua ainda mais louca. Mas não há nada mais pra eu me envergonhar ou esconder. Não é a gente que tem que se amar? Quem chega junto é porque, sem obrigação nenhuma aprende a amar a Lore Almeida que sou.

Às vezes eu presto, outras não valho nada… Mas quem liga? Você?

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