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Ontem tava frio, até choveu. Num momento choveu muito. Mas passou logo e continuou frio. Eu já estava prevenida, tinha trazido o casaco e tudo. Mas ele não bastou, parece que o ventinho gelado entrava em cada fio de emenda. Aí ontem mesmo no finalzinho esquentou, tumultuou, sensação oposta ao dia inteiro. Tirei casaco, levantei as mangas, mas suava…
Hoje tá gostoso. Nem quente nem tão frio. Saí feliz na rua, sorri pro motorista e pra trocadora. Até uma menininha linda sentou do meu lado pra me dar mais energia. Tá calmo, sereno, belo, mas não tá chato…

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Antes eu sentia e vivia algo muito diferente do que vivo hoje.

Eu procurava agradar os outros mais que a mim, às vezes me anulava pra não ouvir críticas, e quando elas surgiam eu me sentia a pior das criaturas. Eu fazia muitas coisas que não queria, e não sabia dizer não. Mas dizer sim pros outros, era dizer não pra mim.

Aí antes de eu vim pro Rio, muitas coisas ficaram confusas e embaralhadas. Eu não tive o apoio que precisei, eu também errei um bocado, e alguns que eu garantia que estariam até o fim, me surpreenderam com uma bela virada de costas.


Ninguém tem obrigação com ninguém. Eu até achava que tinha. Até quando fiquei aqui nos primeiros meses, sofri com algumas posturas, posturas sem explicações ou direito de minhas explicações. Depois caí em mim. Fica quem quer ficar. Amizade é gratuita. Apreço também. E aí que percebi que quantidade não compensa qualidade.


Eu achava que tinha muitos amigos. E hoje eu sei que tenho bons e leais.

Hoje eu falo o que penso. E digo muitos nãos. Eu consigo ser eu mesma. Não estou nem aí pras críticas, e quando elas vem, eu sinto que vem com amor e respeito.

Eu acho que mudei. Não, eu tenho certeza que mudei! Não culpo ninguém, e nem julgo. Não tenho mágoa, pelo contrário, sou grata.

Eu sinto a presença dos meus amigos. Posso ficar dias sem falar com alguns deles. Mas vivo situações sérias e importantes e sinto cada um do meu lado. E quando ligo, procuro, eles não me condenam. Eles me recebem de braços abertos. Como se tivesse sido ontem a última vez.


E hoje vocês não têm noção o quanto sou feliz e realizada. Continuo tendo meus tropeços e minha personalidade continua ainda mais louca. Mas não há nada mais pra eu me envergonhar ou esconder. Não é a gente que tem que se amar? Quem chega junto é porque, sem obrigação nenhuma aprende a amar a Lore Almeida que sou.

Às vezes eu presto, outras não valho nada… Mas quem liga? Você?

titulo original: (Die Weisse Massai)
lançamento: 2005 (Alemanha)
direção: Hermine Huntgeburth
atores: Nina Hoss , Jacky Ido , Katja Flint , Antonio Prester , Janek Rieke
duração: 131 min
gênero: Drama

O filme fala de uma história de amor entre uma garota Suíça e um guerreiro africano. É uma adaptação do livro autobiográfico de Corine Hofmann. De produção alemã, o filme acabou de entrar na minha lista dos “Mais mais”.

É um daqueles filmes que te encantam não só pelo romance verídico, mas também pela riqueza do cenário e pela cultura queniana, da tribo, e os percalços de se viver numa região tão rica (culturalmente) e ao mesmo tempo tão pobre e atrasada (na visão Ocidental).

Carola é além de bela, culta e bem sucedida. Quando viaja para Quênia decide abandonar o noivo para se unir com um guerreiro Massai. Lá ela se sujeita a todo o tipo de sacrifícios, doenças e preconceitos.

O impasse é: Será possível sustentar um amor entre culturas tão diversas?

O filme segue de forma simples, mas cativante. O expectador levanta questões relevantes como a que citei acima. A história é fascinante e desperta interesse até a última cena.

Carola é admirável. Forte, densa, corajosa e espetacular. Se mantém firme até a última gota.

É um filme obrigatório!

Depois dele, correrei para conferir o livro.

Até onde você vai por amor?

Esta história nos faz ter sentimentos controversos. Ora desperta admiração pela “heroína”, ora nos faz ter pena das condições absurdamente contrárias à nossa cultura civilizada, ora nos faz odiar Lemalian (o guerreiro) pelo machismo e ciúmes inexplicáveis (aos nossos olhos), ora nos faz entender que não há nada o que entender, ele e ela são pessoas criadas sob experiências totalmente diferentes o que não garante mocinho ou vilão, em tese.

Apesar do extremismo, podemos comparar este romance aos que vimos e vivemos pelo mundo afora. Carola se apaixonou perdidamente, tão perdidamente, que ao largar tudo por amor, não pensou nas conseqüências que apareceriam ao tomar esta atitude. A gente torce pelo final “feliz”, mas também não pensamos que feliz seria se ela aceitasse essas diferenças e entendesse que nada faria mudar aquele cenário. A gente se entrega a uma paixão visivelmente suicida no intuito de fazer milagres. Há sacrifícios que precisamos fazer para selar um bom relacionamento. Mas passar por cima das suas crenças e ideologias, é tão inverossímil quanto aceitar ser testemunha de uma prática terrível e desumana da clitorectomia nas garotas que atingem os 15 anos de idade na tribo Massai, por exemplo.

Entenda, teoricamente acho bonito o amor impossível ou sacrificioso. Acho bonito apenas em literaturas ou filmes românticos, porque na realidade, essas experiências só fazem sofrer, como consta neste filme em questão, já que é baseado em fatos reais e o romance não tem final feliz.

Pra mim o amor tem que ser fácil. A gente se aproxima do outro para ser feliz. E seguir a vida de uma forma mais leve. Se começa a subtrair ao invés de somar, acho sinceramente, que não existe mais sentido. Amor que destrói, que arrasa, que faz botar as víceras de fora, eu dispenso. Na verdade eu nem acredito que isso seja realmente amor, apesar de não saber definí-lo.

Não acho que as pessoas sejam descartáveis e nem acho que tudo precisa ser um mar de rosas. Só quero dizer que um relacionamento precisa te trazer mais benefícios que malefícios… Mas prós que contras, entendem?

Acho bacana o romantismo, acho legal acreditar no amor eterno, acho bonito ver casais unidos, se amando, e até creio em histórias lindas como conto de fadas. Só não acho que sofrer até a última gota justifique. Sou a favor da felicidade e sinceramente prefiro me livrar de tudo que negue isso.

Lore Almeida

Não tão simples. Pelo contrário. 24 anos e formada como Comunicóloga desde o berço. Lorena Almeida. Lorena porque meu pai é loiro e minha mãe morena, muito criativos esses seus pais!!! Eterna metamorfose, tudo demais e transbordante. Vida!!! Mais do que pode suportar... Às vezes explode, explosão de fúria, amor, desequilíbrio. Tem vezes que se sente a velha mais rabugenta do mundo, outras, a criança mais desprotegida e entusiasmada que existe. Esforço, amizade, família, namorado, INTERNET, atualidades, notícia, diversão, cinema, publicidade, arte, sapatilhas, chocolate, comida oriental... Perseguidora das respostas, mas sem interesse de achá-las prontas. Discussão, discórdia, OPINIÃO. "Não sou detentora da razão. Ela está em partes, precisamos uní-la".

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